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As surpresas surgiram ao terceiro dia do Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships. O venezuelano Francisco Bellorin levou a melhor sobre alguns dos favoritos.

No dia em que os portugueses deixaram de ter atletas na fase classificatória, foram os brasileiros a brilhar, mostrando um surf bastante moderno.
Nem o próprio Francisco Bellorin acreditava numa vitória contra adversários tão cotados como o francês Charles Martin e o norte-americano Corry Arrambide. O venezuelano está no seu quarto Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships, mas mesmo assim ficou surpreendido com o primeiro lugar num “heat” onde pontificavam alguns dos melhores atletas. “Esta vitória foi uma surpresa, pois conheço os meus adversários muito bem e sabia das dificuldades que me esperavam. Depois disto, penso que posso ir até à final e quem sabe vencer”.
Apesar de Portugal ter ficado sem atletas na fase classificatória, o dia correu de feição às aspirações da equipa nacional. Foram conquistadas três vitórias em “heats” e ninguém foi eliminado. “Era um dia decisivo, já que para alguns não havia margem para erro. Felizmente, todos conseguiram aguentar a pressão e passar sem problemas”, reconheceu o seleccionador José Braga. De todos os surfistas lusos, Tomé Simões foi aquele que mais se destacou, aproveitando as maiores ondas que apareceram logo pela manhã para dar espectáculo e vencer com algum à vontade. “O nível esteve muito alto mas consegui dar a volta. Esta vitória foi boa para levantar a cabeça, depois de um mau resultado, mas sei que tenho de dar mais para entrar no top 20”.
Ao terceiro dia do Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships, os atletas brasileiros continuam a demonstrar porque são umas das maiores potências mundiais, apresentando um surf bastante espectacular, num mar muito idêntico ao que têm em “casa”. Na categoria sub-18, Jadson André, que treina em Ponte Negra onde a formação das ondas apresenta grandes semelhanças com a da Costa de Caparica, mostrou porque lidera o campeonato brasileiro sub-18 e já venceu a categoria sub-14 (2004) e sub-16 (2006). “Estou aqui para ganhar e nem me passa pela cabeça ir às repescagens. Só penso na vitória final”, referiu. Já o seu conterrâneo Miguel Pupo, segue o mesmo caminho, apontando o título na categoria sub-16 como a meta final. “Apesar de não estar habituado a este frio, estou a sentir-me como se estivesse em casa, por isso, espero ganhar”, salienta o atleta, cujo pai - Wagner Pupo - se sagrou recentemente Vice-Campeão do Brasil aos 38 anos de idade. |