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No penúltimo dia do Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships, o norte-americano Corry Arrambide resolveu dizer à concorrência que também está na luta pela categoria sub-18, realizando os dois melhores “scores” do campeonato. Já a australiana Sally Fitzgibbon voltou a exibir a sua classe.

Quando o Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships caminha para o final, o espectáculo aumenta e apenas os melhores sobrevivem. Com alguns dos principais favoritos já eliminados, as diferenças nas pontuações são mínimas. No entanto, ao penúltimo dia de competição, houve um atleta que resolveu chamar para si todas as atenções. O norte-americano Corry Arrambide venceu os três “heats” em que participou e dois foram os melhores “scores” deste evento - num deles conseguiu fazer duas notas na casa dos nove pontos.
Com 17 anos e 11 de Surf, este campeão norte-americano não esconde a sua ambição. “Quero mesmo muito ganhar esta competição porque será a minha primeira vitória internacional. À medida que vou avançando, o desejo de vencer aumenta”, refere Corry Arrambide. O surfista pretende assim melhorar o quinto posto conquistado no ano passado em Maresias (Brasil).
No plano feminino, as australianas continuam imparáveis. Enquanto Ashey Smith e Laura Enever continuam na fase classificatória à espera do dia decisivo, a sua conterrânea Sally Fitzgibbons - actual Vice-Campeã do Mundo - continua a mostrar nas repescagens porque é uma das grandes candidatas ao título. A surfista venceu indiscutivelmente os três “heats” em que entrou, sempre com pontuações muito altas.
O dia ficou ainda marcado por uma surpresa. Um helicóptero da Marinha Portuguesa fez uma simulação de salvamento em pleno mar, “roubando” por alguns minutos todas as atenções da Praia da Mata. Pouco depois, foi a hora das meias-finais da ISA Aloha Cup Team Competition. Esta é uma prova paralela, que tem como principal objectivo proporcionar espectáculo ao público. Em 50 minutos, são escolhidos cinco atletas das melhores oito selecções presentes. Cada um faz no máximo três ondas, escolhendo apenas duas. Um dos surfistas é escolhido como “power surfer” e, ao contrário dos restantes, tem de pontuar as três ondas.
Portugal acabou por participar nesta prova, pois a “Canarinha” cedeu o lugar à Selecção Nacional. “Num momento de desportivismo e emoção, o Brasil, apesar de ser um potencial vencedor desta prova especial, fez questão de oferecer a Portugal o seu lugar, em retribuição pelo modo acolhedor e simpático com que foram recebidos por nós”, explicou o seleccionador José Braga.
Na primeira meia-final, a África do Sul superiorizou-se à Austrália, Estados Unidos da América e Portugal, enquanto na outra, a França venceu o Havai, a Nova Zelândia e a Venezuela. A final realiza-se também amanhã, depois de apurados os vencedores individuais de cada categoria.
Sob a égide da International Surfing Association e da Federação Portuguesa de Surf, o Quiksilver ISA World Junior Surfing Championships é uma organização do Caparica Surfing Club e da Natural Factor, tendo como patrocinadores a Quiksilver/Roxy e a Câmara Municipal de Almada. São co-patrocinadores a Plantronics, Sapo, Sagres e Glaciar. Destaque ainda para os apoios da Região de Turismo da Costa Azul, Marinha Portuguesa, Junta de Freguesia da Costa de Caparica, Xerox Portugal, Mitsubishi, Unicef e Instituto de Socorros a Náufragos.
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