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O génio dos aerials Victor Fernandez (Fanatic / Simmer) apodera-se da eliminatória com uma vitória crucial sobre o Campeão do Mundo de 2005, Kauli Seadi (Quatro / Naish) sob condições pouco vantajosas.
Daida Moreno (North) arranca a temporada com uma vitória inquestionável sobre a sua principal rival, Karin Jaggi (F2 / North).
Os 15-20 nós e as ondas altas com forte vento onshore motivaram o Juíz de Prova Duncan Coombes a dar o início dos quartos de final da eliminatória individual da divisão de homens e das semifinais das senhoras.
O primeiro a classificar-se foi o jovem francês de 22 anos Thomas Traversa (Tabou / Gaastra), que tinha de obter a mesma pontuação que o actual número 2 do mundo, o brasileiro Kauli Seadi. Traversa travou uma batalha digna de nota, mas a série de saltos de Seadi’, como Push Tabletops e Air Chacho’s, foi suficiente para o levar à ribalta.
Também se pôde assistir à clássica disputa entre a Velha Guarda e a Nova Escola, na pele de Boujmaa Guillol (Starboard / Severne) e Josh Angulo de Cabo Verde – o actual líder do tour. A experiência compensou Angulo, que obteve um veredicto vencedor de 3-0 juízes tanto na prova de ondas, como na de saltos.
Em seguida, o voador espanhol Victor Fernandez iniciou a sua subida para o topo, arrasando o compatriota Jonas Ceballos (Fanatic / Simmer) sob condições difíceis e à mercê da sorte.
O vencedor de ontem Yann Sorlut (Simmer) tentou destacar-se de novo e manter o sucesso anterior, mas viu as suas aspirações frustradas por Marcilio ‘Brawzinho’ Browne, cujo ataque aéreo o colocou nas semifinais, apesar de as pontuações de ambos na prova de ondas terem sido bastante aproximadas.
Na primeira semifinal, Seadi e Angulo encontraram-se num replay da batalha travada em Cabo Verde mas, desta vez, foi Seadi quem viu a luz ao fundo do túnel – embora as pontuações tenham sido o mais semelhantes possível. Seadi chegou a comentar: ‘Josh é um óptimo windsurfista – especialmente, nestas condições. A prova de ondas foi difícil e ele foi super, esteve muito próximo de mim, mas acho que ganhei nos saltos.’
Brawzinho obteve uma pontuação mais alta nos saltos no heat da segunda semifinal contra Fernandez, mas os pontos da prova de ondas estiveram a favor de Fernandez e a última prova trouxe-lhe pontos-chave juntamente com as opiniões gerais favoráveis de todos os juízes.
As condições imprevisíveis continuaram para as finais. Victor Fernandez descreveu como fez para as combater. ‘Acho que fiz uma boa final, tendo em conta as condições. Usei uma 5.6 e uma prancha grande – a minha Newave de 84 litros. Tentei manter-me sempre contra o vento para ter a certeza que conseguia aguentar-me nos saltos, e fiz 2 boas ondas e, no fim, fiz outra óptima. Nem posso acreditar que ganhei a final individual – é o meu terceiro ano aqui e nunca consegui chegar ao pódio antes – no ano passado, portei-me bem, mas não foi suficiente, por isso, este ano estou contentíssimo por ter chegado onde cheguei’.

Kauli seguiu-lhe as pegadas na final: ‘Basicamente, o vento estava um pouco fraco e eu precipitei-me no início para tentar colocar-me a favor do vento depois de tentar apanhar as ondas – o Victor foi mais esperto e ficou contra o vento e, por isso, conseguiu fazer saltos espectaculares e escolher as melhores ondas lá onde estava o vento. Isto é mesmo assim e ele fez uma excelente prova quando eu tive que me debater com mais dificuldade a favor do vento, especialmente por soprar onshore’.
Josh Angulo não deixou dúvidas ao conquistar o terceiro lugar depois de derrotar Browne na final dos vencidos.
Eliminatória Individual de Senhoras
A prova de senhoras atingiu ontem a fase das semifinais. Assistiu-se ao clássico confronto final entre Jaggi e Daida Moreno após a legendária suíça Jaggi ter vencido um encontro de alta qualidade contra a Campeã do Mundo de 2006, Iballa Moreno (North).
Na outra semifinal, Junko Nagoshi, uma especialista do starboard e competidora cheia de estilo, não teve armas suficientes no seu arsenal para derrotar Daida Moreno, que se revelou excepcional sob as condições tormentosas. A performance de Daida valeu-lhe um lugar na primeira final da temporada do tour de ondas da divisão de senhoras.
Daida comentou acerca disso: ‘A final foi bastante boa. A Karin e eu demos o nosso melhor, já que as condições eram difíceis e o vento soprava onshore. Usei uma 5.0 e uma prancha de 78 litros. Tinha a certeza que me tinha portado beml – também consegui fazer um backloop perfeito e 2 ondas boas – ouvi dizer que ela também teve uma prova de ondas excelente. Este resultado é bom para mim, já que cada vez que os resultados saem, tento celebrar o melhor possível, porque o nível das senhoras neste momento é tão alto que não sei ao certo quanto tempo mais me vou aguentar no primeiro lugar do pódio’.
Fazer a final aqui no Guincho é um ponto positivo… é o primeiro evento do ano e é claro que ainda não terminou, mas deu-me confiança e ando a rezar para termos mais vento. Também é bom iniciar a temporada com o pé direito e ver que o meu equipamento e a minha abordagem estão a funcionar conforme planeado. Estou igualmente satisfeita por ter estado bem no starboard tack, já que só fiz port tack durante 6 meses!’
Karin deu a sua opinião acerca da final. ‘Usei uma 5.0 e a corrente era forte. Tivemos de repetir a final porque o vento começou um pouco fraco demais, mas no encontro final, ficou mesmo onshore. Mesmo assim, fiquei satisfeita com a minha prova de ondas. Estive bem nos saltos e sempre soube que seria difícil, já que não tenho treinado muito neste tack, por isso, acho que poderia ter obtido melhores pontuações nos saltos.’
Iballa Moreno estava certa de que conseguiria derrotar Nagoshi na final dos vencidos para assegurar o terceiro lugar da geral até agora, na prova.
Ontem ao fim do dia, não havia vento para iniciar a eliminatória dupla. Amanhã, o Skipper’s meeting será às 11.00.
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