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Ruben Gonzalez e Filipa Prudêncio foram os grandes vencedores do Porto Open, a 1ª etapa do Campeonato Nacional de Surf Open e Feminino ANS Tour 2008.
Em condições de mar bastante difíceis, Ruben Gonzalez encontrou-se com David Raimundo na final man-on-man e numa exibição de grande maturidade, próprias de um ex-campeão nacional e actual nº 4 no ranking europeu, enveredou num jogo de táctica e também de alguma sorte.
Gonzalez, que havia ganho a Nicolau Von Rupp nas meias-finais, apresentou um altíssimo nível de surf durante todo o evento, conseguindo sempre as melhores notas (a média de pontuações às suas ondas estiveram sempre entre os 7 e os 8 pontos) e levando o público presente ao rubro.
Na final, a liderança foi sempre disputada taco-a-taco entre os dois surfistas, com Ruben a acabar com um score total de 10.10 e Raimundo com uma pontuação de 7.57.
“O David é um grande atleta e com as condições que estavam, tudo era possível,” disse o campeão no final da prova, acreditando que “se viessem mais ondas se calhar o resultado tinha sido diferente. Tive muita sorte!”
Já para David Raimundo, o objectivo de limpar a imagem que deixou em 2007, com o seu 25º lugar no ranking, foi cumprido: “Depois de um ano passado mau, começar 2008 com uma final foi muito bom.”
Para o surfista da Praia da Poça, no Estoril, “todo o campeonato não foi fácil, pois as condições estavam sempre a mudar de heat para heat. Ficou-me a faltar uma daquelas ondas de 8 valores, como fiz nas meias-finais. Precisava de 4.70 para ultrapassar o Ruben, mas a onda não veio.”
A final feminina, por sua vez, foi disputada por Filipa Prudêncio, Carina Duarte, a surfista local Mariana Macedo e a campeã nacional em título Francisca Pereira dos Santos.
Filipa mostrou um grande nível de concentração que fez com que não vacilasse nas alturas mais críticas da final. Sempre com Carina (que fez uma fantástica meia-final), Francisca e Mariana a fazerem-lhe frente, Filipa conseguiu pontuar duas ondas, de 3.57 e 2.20, que lhe renderam a liderança do ranking neste arranque de temporada.
“É a primeira vez que ganho uma etapa do Nacional e estou super feliz,” diz a surfista de Peniche, confirmando que “as condições estavam super difíceis.”
Para Filipa Prudêncio, este arranque vale ouro e é uma boa rampa de lançamento para o circuito deste ano, “mas ainda faltam muitas provas. Vamos ver…”.
Quem esteve de parabéns foi a organização do circuito, que conseguiu montar em tempo recorde esta primeira etapa do Nacional. “Somos uma associação muito jovem e esta é a nossa primeira organização. Tendo em conta o pouco tempo que tivemos para fazê-lo, estamos muito satisfeitos com o resultado final e o ambiente que se viveu neste Porto Open,” diz Alexandre Magalhães da Associação Surf Evento (ASE), agradecendo igualmente aos restantes membros da sua equipa que estiveram incansáveis durante todos os três dias de prova, como Carlos Vaz e Ana Pais e Sousa.
Um esforço também reconhecido pela Porto Lazer, empresa municipal da Cidade do Porto, que esteve a 100% com a ASE, como afirmou Jerónimo Maia: “Todos estão de parabéns e esta etapa do Nacional de Surf foi a prova que o Porto pode ser palco para bons eventos.” Quanto à Porto Lazer, “estamos dispostos a continuar a apoiar todos os eventos bem organizados como este.”
No final do dia, o balanço da Associação Nacional de Surfistas (ANS) não podia ser mais positivo. “O Campeonato Nacional de Surf Open e Feminino ANS Tour 2008 está este ano a percorrer um novo caminho. Passámos de uma fase em que tínhamos um circuito estável, com uma só organização, para várias etapas com organizações diferentes, e as expectativas estão altas,” diz Francisco Rodrigues, acrescentando ainda que essas expectativas foram correspondidas e “a ANS tem que dar os parabéns muito sinceros à organização portuense que, apesar de tudo, conseguiu colocar de pé uma prova espectacular.”
O Circuito Nacional vai agora fazer um interregno para voltar em Julho, para a segunda etapa na Praia de Santa Cruz. |